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“É engraçado como muitas pessoas pensam que somos retrô e que temos influências dos velhos Ataris, c64 e jogos da Apple. Isso não é verdade….aqui na Alemanha as pessoas que cresceram na parte oriental não tiveram acesso a nenhum desses eletrônicos.

Nós desenvolvemos essa técnica porque queríamos trabalhar com o papel usando a media eletrônica. Nós optamos por controlar 100% a tela, desenhando em sua menor parte, o pixel, foi a única decisão que tivemos de tomar. Acredito que essa foi uma decisão a frente do tempo, não pensamos em ser retrô ou tentar reviver alguma coisa, de forma nenhuma.”

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Como você define o EBOY e uma pequena história.
Eu conheci Steffen por volta de 1994 na MetaDesign. Quando saímos de lá decidimos formar nosso próprio grupo. Eu, Steffens, o amigo dele Svend, e mais tarde Peter de Nova Iorque, se juntou a nós.
O grupo de Berlin focou os trabalhos para tela, ou seja, não se preocupando com a impressão. E escolhemos trabalhar com o pixel como ferramenta. Tivemos a sorte de registrar o domínio eboy.com e começamos a mostrar nossos trabalhos pela internet. Foi quando uma revista japonesa nos descobriu e a partir disso nosso trabalho começou a rodar o mundo.

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Qual o sonho de vocês em relação ao EBoy?
Uma empresa de brinquedos.

Qual a maoir dificuldade dessa técnica em relação ao desenho tradicional?
O tempo que demora. Você se torna mais rápido conforme cresce sua biblioteca de objetos. Mas isso leva muito tempo. Pessoas que decidirem começar a desenhar pixels e fizerem isso sozinhas vão passar por várias dificuldades. Nós compartilhamos muito nossos trabalhos para que nada se torne obsoleto e sempre termos novidades.

Quando você acha que o design influencia a vida das pessoas?
Design é amor.

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Os clientes vão até vocês? Eles conhecem seus trabalhos e procuram vocês?
Verdade. Nunca foi de outra maneira. Isso é sorte!!

Quais clientes vocês mais gostam de trabalhar?
Gostamos dos clientes com bom gosto. Boas maneiras também ajuda.

Quais são suas influências?
Beastie Boys, Jesus Lizard, Queens of the Stone Age, Andy Warhol, Mexican folkart, supermercados, shoppings centers, nossos filhos, Einstürzende Neubauten, B52s, Neal Stephenson, Ian M. Banks, futebol, Daft Punk, google etc.

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O que vocês gostam mais de fazer?
Gostamos de diversidade e mudança. Então tudo tem o lado bom e ruim.

Você sabe algo sobre a cultura brasileira?
Não muito sobre o design contemporâneo. Mas de vez em quando vemos coisas surpreendentes daí. E são absolutamente do mesmo nível, ou até maior, dos melhores trabalhos feitos por aqui. Não sei direito explicar de onde vêm porque não conheço muito bem o Brasil. Mas parece ser uma cena muito criativa com uma qualidade muito boa.

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Quais são seus projetos futuros?
Brinquedos! Para finalmente progredir!

Site: www.eboy.com