Criativos F.C.

Como um apaixonado por futebol e também pela minha profissão, Diretor de Criação, não consigo parar de observar semelhanças entre as duas coisas.

Meu papel seria o de técnico, aquele cara que passa as instruções, observa o trabalho da equipe, muda peças e estratégias quando necessário para conseguir marcar os gols e vencer os jogos. Para isso é preciso passar segurança ao time, incentivar e fazer o time acreditar em sua capacidade e de cada um e dos outros jogadores. Observar as habilidades já desenvolvidas e as que vão transformar aquele cara num craque. Conhecer o time, ser parceiro nas vitórias e pricipalmente nas derrotas. Em momentos críticos tomar decisões enérgicas, trocar aquele jogador que não se encaixa mais no esquema ou que não está mais jogando pelo time, o tal do ‘chinelinho’.

Na equipe temos que conseguir equilíbrio entre ataque e defesa, profissionais extremamente habilidosos e talentosos, que por vezes extrapolam na criatividade, como o atacante que perde chances de gol, mas quando ele sai é com beleza e originalidade. Mas para ele ser inovador é preciso existir um ambiente onde a falha não é encarada como um problema.

Em qualquer time é preciso de uma defesa sólida, aquele profissional consistente que não é esperado dribles desconcertantes, mas é de extrema confiança e encara qualquer desafio com seriedade e segurança. Tem também o meio de campo, de forma alguma estão ali só para fazer volume, aparecem menos talvez, mas tem papel fundamental na organização e distribuição. Gerentes de projeto, atendimento e tarefas mais administrativas se encaixam bem nesse perfil.

E quando o clube não acredita mais no discurso, ideais e idéias do técnico, nós sabemos bem como o futebol funciona.